|
|
|
 |
Publicações |
 |
|
 |
| Ao
Lado de J. Silvestre, Nivea |
|
.jpg) |
| Compreensão
sem esforço
CONHECERAM-SE na Rádio Bandeirantes onde ambos
trabalhavam, embora Nívea, ao completar o curso de secretariado, não
visasse o setor artístico. Namoraram, noivaram e casaram em menos de um
ano. E hoje o casamento dura há cerca de 24 anos, cimentado com o
decorrer do tempo pela maior compreensão e 4 filhos: Alexandre José
(22 anos, técnico em química industrial), Pedro José (18 anos,
técnico em administração), Paulo José (14 anos, atualmente nos
Estados Unidos, onde Alexandre fez o curso universitário e Pedro já
esteve, devendo voltar em setembro para cursar a Universidade) e João
José (9 anos). A constância do nome José significa homenagem ao avô
materno. Assim como Alexandre ao avô paterno.
Se em vez de rapazes fossem meninas, seriam todas Maria. |
.jpg) |
|
Ela renunciou à
carreira artística, porque "valor mais alto" a reclamava.
Ele continuou em ascensão advinda da enorme simpatia, da
comunicabilidade imediata, da distinção cordial que são dons naturais
e não apenas atitude artística na apresentação de seus programas.
Mas também ela cativa com sua espontaneidade, sua naturalidade, seu
jeito amigo.
A palavra "ciumenta" não se adapta a sua personalidade de
esposa. Preferimos adjetivá-la de afetiva.
P: Você se esforça por compreender seu marido?
R: Eu o compreendo sem nenhum esforço. Ele não costuma fazer
segredo do que lhe agrada ou não.
P: Em você costuma predominar o ciúme ou a admiração?
R: Talvez eu não consiga definir bem o sentimento. Sei apenas que
estou sempre interessada em tudo que ele faz, profissional ou não,
Isso representa admiração ou ciúme?
P: Ele irrita-se facilmente?
R: Não. É controlado. Mas quando "explode", não queira
estar perto.
P: Tem o hábito do diálogo com você e os filhos?
R: Tem, e bastante, principalmente com os filhos. Acho que para
suprir o pouco de tempo que fica com eles. Comigo é obrigado a
dialogar, porque sou muito "conversadeira".
P: Ele participa dos problemas caseiros?
R: Eu faço sempre o relatório.
P: Suporta ser controlado ou dirigido?
R: Não suporta. De forma alguma. Eu aprendi isso bem cedo.
P: Costuma elogiar quando as coisas lhe agradam?
R: Isso é raro. Não é muito amigo de elogios. Nem para si, nem
para os outros.
P: A fama e a popularidade dificultam a harmonia caseira?
R: De forma alguma. Acho que vou ficar meio desapontada quando a
"fase" passar. De certa forma é até engraçado.
P: Você gostaria que ele mudasse de profissão?
R: Sempre o conheci como homem de rádio e televisão. Mas confesso
que gostaria que ele parasse um pouco para viver e aproveitar, enquanto
é moço e tem saúde, a boa vida que sempre tivemos às custas dele.
P: Quais as coisas que mais o emocionaram?
R: Sempre que ele ou alguém menciona o nome dos seus pais. Chega
às lágrimas.
P: E as que mais o irritam?
R: Gente burra, gente frívola.
P: Quando brigam, quem dá o primeiro passo a reconciliação?
R: Eu. Em se tratando dele não tenho o mínimo amor próprio.
P: Ele é exigente com o s filhos?
R: É. Com todo mundo, a começar por ele mesmo.
P: Costumam planejar ou preferem o imprevisto?
R: Somos os maiores planejadores que conhecemos. Mas vivemos do
imprevisto.
P: O que a felicidade representa para você?
R: Saúde e amor. Muito amor. E tranqüilidade de espírito.
"O Jornal" 18/05/1969 |
|
|
|
|